sábado, 21 de novembro de 2009

FALIDOS ENTRE O MAR E A MONTANHA

Coroa Grande:
Quem não conhece! a primeira praia da Costa Verde, envolvida pela beleza da serra e banhada pelas águas da baía de Sepetiba, decorada por ilhas costeiras que encantam ainda mais sua paisagem.
Local gostoso para passear e curtir a natureza e o frescor do vento que sopra a beira mar.
Bons tempos aqueles em que famílias inteiras praticavam o passa-tempo preferido; "a pesca do Siri".
Hoje como não se bastasse a poluição provocada pela Ingá metalúrgica, empresa produtora zinco situada na Ilha da Madeira, falida por volta dos anos 90, deixando um enorme dique de resíduos tóxicos, sobras de ferro e zinco líquido, os quais os governos ainda não encontraram solução.
Neste pedaço de natureza haviam alguns quiosques, feitos em madeira bruta, bonitos arquitetura colonial. Neles ou na pequena prainha nós moradores e varanistas curtíamos a natureza e nos deliciávamos a sombra dos refrescantes telheiros de barro que cobriam os quiosques.
A cerca de cinco anos passados a prefeitura decidiu investir na orla e iniciou uma grande obra trazendo uma arquitetura atual, com um calçadão mais amplo e decoração contemporânea. Pena que os atuais quiosques não possuem cobertura, em dias de chuva nos encharcamos nos dias ensolarado derretemos como manteiga, a sombra regada a brisa acabou, a prainha virou calçadão, pois para se ganhar espaço, o concreto invadiu a praia e o esgoto esta sendo despejado in-natura.
Após a reforma, o governo entregou os quiosques aos proprietários, sem fornecer sequer um pequeno curso de gestão. Hoje com poucos dias de inaugurados após quase quatro ou cinco longos anos de espera, o que vemos são quiosques fechados e entre os abertos o público consumidor espalhado em três ou quatro quiosques.
Torço pela vitória desses quiosqueiros, humildes trabalhadores, que se bem capacitados forneceriam boa gastronomia, conforto e lazer a todos que amam e curtem Coroa Grande.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

SECRETÁRIO DE SEGURANÇA: BLA, BLÁ.

Secretário de segurança, comenta e diz que as leis devem mudar e que a população não deve cobrar dele, nem dos chefes de polícia. Pois bem, se ele entende que as leis devem mudar e o seu trabalho é em vão, o paradoxo então esta criado.
Porque as polícias sobem os morros?
Se ele ja sabe que prisões só causam mudanças de chefe no crime. Pois morre um chefão e logo outro assume o comando, sendo as leis atuais inerte no combate ao crime.
Entendo então que é de plena consciência do secretário, que as operações só provocam mortes de policiais e bandidos, colocando ainda a população civil em risco na linha de combate.
Será que a vida dos policiais no Rio de Janeiro é apenas um markting político?
Segurança pública é muito mais que polícia na rua, segurança pública se fáz com trabalho social, emprego digno com salários justos, divisão de renda e riqueza.
Mudar leis sim é uma alternativa, mas endureçer leis sem criar programas socias, não adiantara nada, pois o miserável vai continuar vítima do mundo sujo do crime organizado.