A questão anulada no exame 2010.3 é a questão: 96 azul, 94 branco, 95 verde, 100 amarelo.
A OAB, vergonhosamente teve a coragem de apenas anular uma questão, passando por cima até de erro material. Ou seja ela disse ao Brasil: neste pais, eu faço, mando e desmando. Percebe-se que aqui quem dita o direito é a Ordem, passando como um rolo compressor na legislação, doutrina e jurisprudência.
A frustração é de milhares de brasileiros, que ainda sonham com um pais justo.
Não bastasse a falta de recursos para saúde, educação etc... o Brasil anualmente gasta muito dinheiro, para pagar as despesas com o judiciário por conta de ilegalidades nos exames da OAB. Todo ano a cada exame após os resultados são centenas de ações na justiça federal contra o gabarito oficial que a OAB, apresenta. Sempre a cada exame, o gabarito é contestado por examinados, doutrinadores, professores, magistrados etc...
Na verdade esta faltando clareza, quanto a critérios de avaliação pois o gabarito só é feito após a contabilidade de aprovados.
Os reclames a cada concurso geralmente são os mesmos e são relativos a questões mal formulada e questões com duas respostas corretas. A Ordem devia ser mais transparente e depositar o gabarito da prova em um banco antes dela acontecer, para assim demonstrar lisura.
Conclusão a OAB, uma instituição privada, se intitula defensora do direito e da ordem jurídica, possuidora de garantia constitucional para tanto. Mas por outro lado passa por cima do direito alheio, usurpa funções do MEC, dá gasto público, não tem suas contas fiscalizadas, e pior ainda ninguém toma providências em defesa do direito e da grave ofensa a constituição.
Só nos resta a pergunta: QUE PAÍS É ESSE?
Será que nós, sociedade ao aceitarmos, calados tal agressão ao direito e a tão sonhada democracia, podemos criticar políticos corruptos e bandidos. Galera a coisa é igual quem admite e aceita um erro por menor que seja não pode questionar qualquer outro tipo ilegal. Não respeitar o direito alheio é no mínimo ante ético.
Deixo aqui como cidadão minha indignação e de milhares, pela falta de respeito, a ciência jurídica ao direito alheio. Fico mais triste com a inércia das autoridades e dos poderes constituídos.